Por Lucas Matheus de Carvalho
O exercício da cidadania não é algo que se aprende decorando regras. Trata-se de uma ação que conhecemos no nosso dia-a-dia, lidando com as pessoas, com situações e atuando em questões sociais.
Há muitos anos via-se nas pessoas, sobretudo entre os jovens, uma intensa participação social e um grande debate em torno de ideias. Foi assim que a sociedade veio conquistando seu espaço e a liberdade de expressão. Porém, hoje a realidade não é a mesma. É possível observar o desinteresse das pessoas em relação aos trabalhos comunitários.
Você pode estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com a Igreja? Tudo. Partindo do princípio de que a religião tem um papel fundamental na prática da cidadania, devemos refletir um pouco sobre nossa caminhada cristã. Será que nossas comunidades estão sendo instrumentos para a prática da cidadania?
Inicialmente, as pessoas precisam ser mais participativas, mostrar ação e entusiasmo em relação aos trabalhos da Igreja. Viver em comunidade é trabalhar em conjunto, abrir espaço para novas ideias e, principalmente, saber dialogar. Infelizmente, nos aspectos citados, verificamos inúmeras falhas que, se não forem corrigidas, levarão nossas comunidades ao declínio.
O QUE PODEMOS FAZER?
A cidadania pode ser exercida por todos e em qualquer lugar. Na Igreja, é importante que haja um bom relacionamento entre os grupos e movimentos. Nada de imposições, ordens e autoritarismo. Conversar, ouvir a opinião dos outros e permitir a manifestação do novo é sempre a melhor iniciativa.
As turmas de catequese podem elaborar projetos que sirvam de estímulo à leitura, ao debate e a promoção de eventos que tragam os pais para a Igreja. Além disso, que tal preparar as crianças e os jovens para que comecem a ajudar na liturgia, no preparo da missa e na realização de leituras? Certamente, isso vai despertar bons sentimentos neles.
À comunidade, cabe também a tarefa de ajudar famílias carentes que moram no bairro. O papel da Igreja é totalmente social. Pessoas unidas, dispostas, que sabem viver em equipe, são as grandes responsáveis pelo crescimento da comunidade e, principalmente, pela propagação do Reino de Deus.
Não podemos usufruir de uma cidadania fajuta, aparente, sendo um simples “cidadão de papel”, como diz Gilberto Dimenstein. Temos que valorizar nossa oportunidade de contribuir para a construção de uma sociedade melhor, onde todos tenham seus direitos e deveres determinados e respeitados.
Caso você ainda não esteja cumprindo o seu papel dentro de sua Igreja, comece a rever suas atitudes e compreenda que você é uma das peças importantes na obra do Senhor. Coragem!
O estudante Lucas Matheus de Carvalho é catequista e coordenador do Grupo Exalta Cristo. Este texto foi publicado na edição do mês de junho do Informativo A Comunidade, da Paróquia São Sebastião.
2 comentários:
opa adorei esses novos ajustes no blog do grupo ...
ahh e ve se keim passar por aki ada uma olhada no meu blog tambem ...
http://mullermil.blogspot.com
XD ....
::: Lucas, vc é um daqueles seres humanos raros, que desde pequenos fazem sua parte para tentar mudar o mundo.
Espero que não mude, mesmo quando alguns fracassados tentarem colocá-lo pra baixo. Vc vai encontrar muitos na sua vida.
Se todos tivessem uma religião, o mundo não seria tão violento assim. Belo texto, bela reflexão.
Um dia quero ver vc assinando assim: Lucas Matheus de Carvalho é jornalista! ;)
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